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Parlasul aprova declaração de apoio ao governo boliviano
Parlamento do Mercosul repudia qualquer tentativa de golpe e pede respeito às autoridades constituídas, fim da violência na Bolívia e criação de um canal de diálogo permanente entre o presidente Evo Morales e seus opositores
Inácio Arruda (C) propôs declaração em apoio à democracia boliviana, "sistematicamente contestada" pela oposição a Evo Morales
O Parlamento do Mercosul aprovou na noite de ontem declaração que defende respeito às autoridades constituídas na Bolívia, repúdio a qualquer tentativa de rompimento institucional, o fim da violência no país e a criação de um canal de diálogo permanente entre o presidente Evo Morales e seus opositores.
Inicialmente foram aprovados os cinco artigos do texto e, em uma segunda votação, foi retirado o quinto, que determinava o "repúdio ao processo de militarização da região por tropas estrangeiras", incluído por Pablo Iturralde, do Partido Nacional do Uruguai, de oposição ao governo da Frente Ampla. Ele pretendia demonstrar insatisfação com a presença de aviões e navios russos na Venezuela, para manobras militares previstas para novembro. Em resposta, Roberto Conde, da Frente Ampla, pediu votação em separado do artigo, obtendo sua exclusão.
Os autores justificam a proposta lembrando as tentativas de "desestabilização institucional" na Bolívia e alertam para a necessidade de retorno da paz e da plena vigência das instituições democráticas, "único caminho que permitirá derrotar definitivamente os verdadeiros inimigos desse país e do conjunto dos Estados da região sul-americana, que são a pobreza e a exclusão social".
Estradas
O Parlasul também aprovou declaração recomendando a inclusão da expansão da infra-estrutura de transporte no bloco como um dos investimentos prioritários dos países membros e o asfaltamento, pela Argentina, de um trecho de 42 quilômetros da estrada que liga a fronteira com o Brasil à Rota 27 e à cidade de San Pedro. Foi igualmente aprovada uma declaração de "profunda satisfação" pela realização de eleições no Paraguai.
Na cidade de Yapacani, em Santa Cruz, manifestantes favoráveis a Evo Morales mostram armas durante mobilização no domingo
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