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Governo pode desonerar alimentos importados para controlar inflação, diz Mantega
Isabela Vieira Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (27/05) que o governo pode reduzir os impostos sobre produtos alimentícios importados com o objetivo de controlar a inflação. “Se houver outros produtos cujos preços estejam subindo, poderemos reduzir tarifas de importação. A maneira é desonerar. Fizemos no trigo, no diesel, na gasolina e poderemos fazer em outros setores”, apontou.
Mantega lembrou que a maioria dos produtos da cesta básica já tiveram taxas reduzidas. “No caso da farinha e do trigo eram produtos essenciais porque encareciam o pãozinho, um produto essencial à população”, explicou.
Ao participar do 20º Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio de Janeiro, o ministro disse o aumento dos juros e a maior oferta de produtos agrícolas também são boas estratégias para conter a inflação.
Mantega reconheceu que o Brasil é impactado pela inflação mundial puxada pela alta de commodities, a exemplo do petróleo, cuja cotação influencia na cadeia petroquímica. "Porém com menos intensidade que outros países”, avaliou.
O ministro também classificou o Fundo Soberano como um instrumento de controle da inflação e comparou o fundo ao superávit primário. “O fundo tem como principal função a fiscal. Agora, algum excedente de arrecadação, em vez de ser canalizado para o consumo, aumentando o gasto público, será canalizado para o Fundo Soberano”, disse.
Ele afirmou que o Fundo Soberano será uma poupança extra do governo, que poderá utilizá-lo “no momento em que as condições não sejam tão favoráveis”. “É como se fosse um superávit primário adicional. Tem a mesma função. Se tiver alguma dificuldade para fazer o superávit primário, você tem essa reserva”, acrescentou.
A proposta de criação do fundo será encaminhada ao Congresso Nacional por meio de projeto de lei.
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